Mansão de Clodovil em Ubatuba fica sem comprador após segunda tentativa de leilão

Imóvel foi leiloado pela segunda vez com lance inicial de R$ 900 mil. O valor de avaliação da mansão com mais de vinte cômodos é de R$ 1,2 milhão.

Em leilão pela segunda vez, a mansão que pertenceu ao estilista Clodovil Hernandes em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, não atraiu ninguém disposto a desembolsar pelo menos os R$ 900 mil do lance inicial pelo imóvel. O leilão terminou às 14h17 desta quarta-feira (28). Ainda não está definido se a casa voltará a ser leiloada. (leia mais abaixo)

Contruída em uma área de preservação ambiental, a mansão, com vista para o mar e mais de 20 cômodos, está disponível em um site de leilões desde o início de fevereiro. A página já teve cerca de 8,3 mil visitas, mas ninguém ofereceu lances.

Esta é a segunda tentativa de leiloar o imóvel. Em novembro de 2017, a mansão foi colocada em leilão por vinte dias, mas o procedimento foi encerrado sem lances. Na época, o lance inicial era de R$ 1,2 milhão, reduzido para R$ 900 mil na segunda oferta dentro do mesmo leilão.

O estilista, que também foi deputado federal, morreu há quase nove anos. A mansão que ele construiu fica em um terreno de três mil metros quadrados, com cerca de 20 cômodos.

O local, que chegou a ser avaliado em R$ 1,6 milhão – quando ainda estava em boas condições – apresenta sinais de abandono. Agora, o valor de avaliação do imóvel é de R$ 1,2 milhão.

A Justiça chegou a determinar a demolição do imóvel, mas a representante legal do estilista, a advogada Maria Hebe Pereira de Queiroz, alegou que seria melhor que a casa fosse mantida para que problemas ambientais fossem evitados. De acordo com ela, não há mais pertences de Clodovil no imóvel e o quarto, o salão de festas e o canil foram demolidos.

Doação
A advogada que atua no espólio de Clodovil afirma que, com o leilão deserto, a equipe vai esperar alguns dias para definir se o imóvel voltará a ser leiloado. Ela disse que interessados em comprar a mansão entraram em contato durante o processo e é possível que algum queira apresentar uma proposta.

“Nós podemos receber uma proposta de um comprador e levar ao juiz para avaliação. Se ele considerar condizente, mesmo que seja com um valor diferente do leilão, pode autorizar a venda”, afirmou.

Clodovil não tem herdeiros. Em vida, ele afirmava que gostaria de montar uma fundação. Porém, os advogados acreditam que o valor do imóvel não é suficiente para isso, de acordo com consulta feita aos órgãos que regulamentam essas instituições.

Após uma possível venda, caberá à Justiça definir o destino do dinheiro. “Existem algumas pendências financeiras, após acertar tudo, a Justiça vai dizer para onde vai o dinheiro, pode ser uma instituição de caridade, por exemplo”, disse a advogada.

Uma possibilidade também seria encaminhar o dinheiro para o Instituto Clodovil Hernandes, criado em 2010.

Fonte: G1 Vale do Paraíba e Região