Ônibus aquáticos comprados por R$ 4,5 milhões estão abandonados em Ilhabela

O Aquabus nunca foi utilizado e está sendo guardado em uma marina de Caraguatatuba, com aluguel de R$ 21 mil mensais.

Três barcos comprados em 2015 para operarem como transporte público entre as praias de Ilhabela estão abandonados – os veículos nunca foram usados. As três embarcações custaram R$ 4,5 milhões aos cofres públicos.

O projeto do Aquabus foi idealizado pelo ex-prefeito Toninho Collucci (PPS), que governou Ilhabela entre os anos de 2009 e 2016.

A promessa era que o Aquabus entraria em operação ainda no governo dele, o que não aconteceu porque o Ministério Público de Contas de São Paulo identificou irregularidades na aquisição das embarcações e na licitação para fazer os píers.

Nos processos, o MP cobra que a prefeitura elabore ‘estudos preliminares técnicos, econômicos e de impacto ambiental’ para implantar o projeto. Diz ainda que os barcos ‘não corresponderam às características exigidas na licitação’, já que as embarcações foram entregues com número de assentos inferior ao previsto.

“O que complicou foi a questão orçamentária, a gente vivia com orçamento pequeno. Então, as questões financeiras acabam atrasando o projeto. Tenho convicção que escolhemos bem tipo de embarcação, licitação. Quando assumimos a cidade tinha dois píers, saímos com oito”, argumentou o ex-prefeito.

Prejuízo
O atual governo de Ilhabela está estudando o que fazer com os barcos. A ideia é realizar audiências públicas com a população.

Cada barco tem capacidade para transportar 58 pessoas. Como desde 2015 eles estão atracados e sem uso, precisam de manutenção.

De acordou a nova administração a recuperação de cada um dos barcos deve sair por R$ 200 mil. Além disso todo mês o município paga R$ 21 mil para manter os barcos em uma marina em Caraguatatuba.